O responsável pelo Departamento de Qualidade da Inmesol, Jose Galarzo, assistiu há umas semanas à Jornada ‘Novidades das normas ISO 9001 e ISO 14001’ – organizada em Múrcia pela Bureau Veritas, em colaboração com a FREMM – para conhecer as modificações que ambas as normas incluirão a partir do próximo ano.

O sistema de gestão integrado de Qualidade e Ambiente que a nossa empresa implementou há anos, baseia-se nas normas ISO 9001 e 14001, respetivamente. A primeira delas certifica que cumprimos os requisitos que garantem a qualidade dos produtos e serviços que proporcionamos aos nossos clientes; a segunda sistematiza todos os aspetos ambientais relacionados com os processos da organização e previne as eventuais poluições que estes possam gerar.

Sede de la ISO en Ginebra (cortesía de la organización).
Desde a sua criação, a Organização Internacional de Normalização, ISO, trabalha no desenvolvimento de normas que ajudem a melhorar a gestão da qualidade nas empresas e que possam ser adotadas internacionalmente.
Para manter a sua vigência e utilidade, os seus comités técnicos reveem-nas de cinco em cinco anos, aproximadamente. A versão atual das normas, a ISO 9001:2008 e a 14001:2008, é a que foi agora revista e melhorada num rascunho que, presumivelmente será publicado em setembro de 2015.
Novidades do rascunho: da qualidade do produto à excelência da empresa
Até ao ano de 2000, a prioridade da ISO 9001 centrou-se, fundamentalmente, na qualidade dos produtos das empresas; um esforço que é muito útil mas que demonstrou não ser suficiente, visto que a qualidade de uma empresa se mede também por outros parâmetros. A revisão de 2000 constituiu um avanço ao incluir, entre outras modificações, oito princípios que definiam a gestão da qualidade. Agora, após anos sem mudanças significativas nas duas normas ISO, o novo rascunho apresenta modificações substanciais. Destacamos algumas:
- A gestão de riscos orienta-se mais para a prevenção: promove-se que as organizações levem a cabo análises de identificação permanente de riscos internos e externos que permitam planificar ações relativamente aos mesmos.
- Aconselham as organizações a não restringir os esforços às auditorias e ações de correção, e a serem mais proativas na tomada de decisões que redundem na melhoria contínua da qualidade.
- Insiste-se na planificação e no controlo de mudanças.
- As “partes interessadas” não se limitam às internas (empregados, gerentes e proprietários): também se dá protagonismo às externas (fornecedores, clientes, sociedade, etc.), cujos requisitos devem ser determinados e cumpridos.
- As normas são mais inteligíveis para as empresas de serviços (terminologia e definições comuns) e os requisitos são mais fáceis de implementar e de auditar.
- Todas as normas de sistemas de gestão adotam uma estrutura comum que está reunida em 10 capítulos.
- Promove-se que a gerência das empresas apoie os diversos responsáveis do sistema de gestão de qualidade com o objetivo de lhes facilitar o desenvolvimento e implementação do mesmo.
- Aumentam a confiança das organizações que reúnem os requisitos das normas.
- Introduzem um maior e melhor uso dos indicadores de melhoria ambiental. A empresa é também o seu contexto e, portanto, tem responsabilidade social e ambiental.
- Estão mais adaptadas à realidade tecnológica e ao sistema de gestão atual das empresas.
Em suma, a ISO ouviu os pedidos de muitas empresas e realizou uma revisão a fundo das normas com o objetivo de impulsionar uma mudança generalizada para a excelência das organizações.

Infografia da ISO em dados (cortesia da organização).









